sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Vereador é contra cobrar para colocar chips em animais


O Vereador Luciano Figueiró encaminhou na  da Comissão de Justiça e Redação parecer contrário sobre o Projeto de  do Executivo Municipal que determina a obrigatoriedade de todos os animais de estimação, tração ou sustento sejam , no prazo de noventa dias, da aprovação do referido .
Figueiró salientou que o projeto determina o  de cerca de R$11,00 por animal. Se o proprietário não realizar essa  o Poder Executivo poderá apreender o animal e/ou multar o proprietário de R$ 90,00 a R$ 900,00 por animal. O parecer contrário foi acompanhado por seus colegas de Comissão de Justiça.
A razão principal do parecer contrário é o fato do Projeto não prever qual o valor da  em caso de não realização da chipagem. O texto remete para uma lei cujas multas são de três tipos com valores diferentes. Outro aspecto salientado é o fato de que, apreendido o animal, no ato de sua será cobrada do proprietário a taxa da chipagem e ainda o valor da multa.
Nesse sentido Figueiró questiona a verdadeira repercussão desse projeto, tendo como fundamento principal evitar o  de animais, mas com a cobrança de valores tão excessivos fará com que ocorra exatamente o contrário.

SP: cachorros roubados servem de pagamento em pontos de tráfico

 de , a 244 km de São Paulo, investiga o  de dois  de cachorros que seriam trocados por  em pontos de tráfico na periferia da cidade. Em um dos casos, os donos de um filhote de poodle tiveram que pagar resgate aos , que teriam aceitado o animal como  de um usuário.
cachorro olhar medo petrede SP: cachorros roubados servem de pagamento em pontos de tráfico
“Não foi fácil entrar em um ambiente que não conhecemos, mas pensamos no bem estar do
animal. Entramos e resgatamos o cachorro para que ele pudesse voltar para seus donos”, disse Maria Cecília Altenhofen, voluntária da Associação de Proteção aos Animais (APA), que foi buscar o filhote no ponto de tráfico.
A Polícia Militar e a Guarda Civil Municipal estão empenhadas para aumentar a , para combater a prática. De acordo com a representante da APA, os proprietários de filhotes precisam ter mais atenção onde deixam seus animais. “O filhotinho não está preparado para fazer segurança e nem se defender. Ele não deve ficar em um local, como próximo a portões, que possa ser levado facilmente por desconhecidos”, alerta Altenhofen.

A volta à natureza da onça-parda de Franco da Rocha

Em 30 de setembro de 2011, escrevi “Reflexão para o fim de semana: imprensa míope no caso da onça-parda de Franco da Rocha”. Nesse texto, critiquei a postura do jornalismo em tratar questões ambientais – principalmente quando envolve animais silvestres – com superficialidade e sob a ótica do exótico e extraordinário.
Miopia, para não dizer medíocre. Afinal, a  que ficou várias horas em uma árvore ao sentir-se acuada por máquina e um incêndio que abriam uma região de mata para a instalação de um loteamento. Falaram com riqueza de detalhes do trabalho para capturar o felino, mas abordaram com uma superficialidade criminosa a causa do problema: perda de hábitat – primeira causa da extinção das espécies.
Para encerrar esse caso, especificamente, a onça-parda de Franco da Rocha, que recebeu o nome de Franco, foi solta no . Assista ao vídeo:
Vídeo: Ricardo Uehara, Zoo de Guarulhos
- Releia “Reflexão para o fim de semana: imprensa míope no caso da onça-parda de Fanco da Rocha”
- Releia também “Imprensa míope parte 2 – mais uma vez com uma onça-parda, publicada em 13 de outubro de 2011 no Fauna News
Aproveito para lembrar que nos dias 15 (sábado) e 16 (domingo) de outubro, na FECOMERCIO – rua Doutor Plínio Barreto, 285 – Bela Vista – São Paulo (SP) – ocorrerá uma arrecadação de materiais para a Associação Mata Ciliar (que atuou no resgate da onça de Franco da Rocha). No local, onde acontece a feira Pixel Show (entrada gratuita), estarão recolhendo as doações para essa entidade que mantém o Centro de Reabilitação de  Animais Silvestres e o Centro Brasileiro para a Conservação de Felinos Neotropicais.
Mais informações podem ser conseguidas pelo telefone (11) 8672-1040 ou pelo e-mail fussbrasil@gmail.com.
Conheça a Associação Mata Ciliar: www.mataciliar.org.br
Veja o que a Associação Mata Ciliar está precisando:
mata ciliar campanha A volta à natureza da onça parda de Franco da Rocha


Ração de gato ajuda formigas a combater sapos invasores na Austrália

formiga Ração de gato ajuda formigas a combater sapos invasores na Austrália
Foto de julho de 2008 mostra formiga atacando filho de sapo no Terrotório do Norte, na . Pesquisadores da Universidade de Sydney descobriram que, ao colocar  de  próximo a lagos, ela atrai  que, por sua vez, devoram  de sapo quando estes emergem da água. Os  são de uma espécie trazida do  em 1935 em uma tentativa de controlar os dos canaviais. Mas eles acabaram se  demais e agora ameaçam  nativas. (Foto: AP)
Via G1

Saiba quando seu cachorro deve entrar na dieta

Dieta não é só coisa de humano. Cachorro também precisa fazer  de vez em quando para entrar em forma.
Seu cão pode estar engordando sem você perceber, por isso fique atento a algumas dicas que te fará notar se seu bichinho de estimação está com problemas e, aqui, saiba como solucioná-los.
Fabrício Lorenzini, médico veterinário do Hovet (Hospital Veterinário da Universidade Anhembi Morumbi), explicou que olhar a lateral do cão é fundamental para saber se seu pet está com o adequado.
- O cachorro é considerado normal quando suas costelas não estão visíveis na lateral, mas são facilmente sentidas quando apalpadas. O cão deve ter o corpo em formato de ampulheta, ou seja, deve ter a circunferência mais fina na região da cintura. Qualquer alteração nestas características pode ser sinal de sobrepeso.
Mesmo com estas dicas é essencial que o cachorro seja acompanhado regularmente por um veterinário, pois só um médico especializado poderá diagnosticar um caso de sobrepeso ou até mesmo .
tabela de obesidade canina petrede Saiba quando seu cachorro deve entrar na dieta
Como no caso do IMC (índice de massa corporal) humano, os animais também têm uma escala que define os padrões de normalidade do peso. Geralmente, 15% do peso de um cachorro normal representam a quantidade de gordura, números maiores que este são um sinal de alerta.
Um animal com sobrepeso pode ter diversos problemas de saúde, como explica Fabrício.
- O excesso de peso pode acarretar problemas nas articulações do cachorro, no trato pulmonar, como ronco e dificuldade de respirar, problemas cardíacos, diabetes e pesquisas recentes mostram que obesidade pode causar  nos animais.
Para os bichos que estão acima do peso, os  mais adequados são  e atividade física, em especial a hidroterapia.
O veterinário Fabrício detalha o que se deve fazer quando seu cão tem que entrar na dieta.
- Hoje existem no mercado diversas rações especiais para animais em dieta, mas o mais indicado é procurar um veterinário especialista em endocrinologia que prescreva um plano alimentar para o seu animal.
É essencial evitar dar qualquer tipo de alimento para o cachorro que não seja a ração (ou a alimentação indicada pelo veterinário), mesmo que a carinha de tristeza do bichinho parta seu coração.
Nos casos mais extremos em que o cachorro é considerado obeso, o tratamento é o mesmo: dieta e atividade física, pelo menos no Brasil, onde os medicamentos para redução de peso são proibidos.
Fonte: R7

Giginho, morre enforcado em pet shop

GIGINHO 340x255 Giginho, morre enforcado em pet shop
Alguém que tem filho leva-o no pediatra e deixa lá? Então eu acho que com o nosso bichinho é a mesma coisa. Nada de deixar e ir fazer umas comprinhas. Eu não saio de perto. Já assisti situações de estresse do tosador,e aqueles que vem retirar? Sabe-se lá como o bichinho vai dentro daquelas casinhas que vários já passaram por alí. Um horror. Se tem gente que não deixa seu carro lavando, porque deixar um bichinho?
Um cachorro vira-lata de pequeno porte morreu em um  no Ipiranga, Zona Sul de São Paulo, nesta segunda-feira (1º). Segundo o músico Jorge Anielo, de 38 anos, seu cachorro Giginho, de 2 anos, se enforcou com a própria coleira ao ser deixado sozinho por um funcionário.
“Minha mãe o levou para tomar banho. Depois que chegou em casa, recebeu a ligação de que ele estava morto”, afirmou. Segundo o músico, Giginho foi encontrado há seis meses abandonado na rua, durante uma chuva. “Meu pai o levou para casa para trazer paz à minha mãe, que tinha acabado de perder duas cachorrinhas.”
Um funcionário do pet shop Spa Animal que não quis se identificar confirmou a morte, mas disse que foi um “acidente”. “Ele vomitou, passou mal. Morreu na própria coleira”, disse, por telefone.
Apesar de ainda ter três cães – Paco Jr., de 12 anos, Joca, de 10, e Nina, de 9, todos vira-latas -, Anielo afirmou estar revoltado e triste com a morte do “caçula” canino. “Sempre tive cachorro e eles geralmente viveram bastante, até uns 12, 13 anos. Agora o Giginho acaba morrendo dessa forma, não está certo.”
O caso foi registrado no 26º DP, no Sacomã. A delegada Arcilla Vega disse que o caso foi uma “fatalidade”, que não foram verificados maus-tratos ou imprudência e que cabe ao dono do cão e ao proprietário do pet shop entrarem em um acordo. Ela disse ter orientado o homem a entrar no Juizado Especial Cível caso não haja um acerto entre as partes e ele julgue que mereça ser indenizado.
Anielo disse que pretende processar o proprietário do estabelecimento.

Primeiro cachorro domesticado pode datar de antes da Idade do gelo

cranio escavacao arqueologia cachorro petrede Primeiro cachorro domesticado pode datar de antes da Idade do gelo
Ilustração/Divulgação
Alguns cães foram domesticados há pelo menos 33 mil anos, mas não geraram descendentes que sobreviveram após a Idade do Gelo, sugere um novo estudo publicado na revista científica “PLoS One”. A teoria, baseada na análise de um animal de 33 mil anos que pode ter sido um cão parcialmente domesticado explica por que os restos de um possível cão pré-histórico datam de um períodos tão antigo, e ainda por que todos os cães modernos parecem ser descendentes de ancestrais que viveram no final da Idade do Gelo.
Um animal antigo identificado como sendo um cão em parte domesticado foi encontrado numa caverna nas montanhas Altai, sul da Sibéria.
- A descoberta demonstra que as condições adequadas lobo /humano para obter a domesticação começou a surgir pelo menos 33 mil anos atrás – disse a coautora Susan Crockford ao “Discovery News”. – No entanto, tais condições teriam que estar presentes de forma contínua por muitas gerações de lobos, talvez 20 por cerca de 40 anos, para o processo de domesticação gerar um cão de verdade. Parece que essas condições não estavam presentes até a Idade do Gelo. Mesmo depois disso, a domesticação de lobos pode ter começado em várias épocas e lugares diferentes, e ainda ter falhado porque as condições não eram contínuas o suficiente para que as alterações se tornassem permanentes.
O animal foi descoberto na Sibéria há alguns anos, mas só recentemente foi datado de 33 mil anos atrás. Susan e seus colegas concluíram que ele era um cão domesticado, em parte devido à sua mistura de características de cachorro e lobo.
Com base em seu crânio e outros ossos, os cientistas acreditam que ele se parecia com um macho grande da raça Samoieda. Os dentes, no entanto, tinham tamanhos dos de lobos e “provavelmente se comportou mais como um lobo do que um cão”.
Os fósseis foram escavados a partir de uma área de caverna contendo ossos de animais silvestres. Geralmente, cães totalmente domesticados, mesmo antigamente, recebiam enterros mais cuidadosos, sendo muitas vezes colocados em sepulturas com ou ao lado, os seus donos.
Fonte: Fundação Natureza
Link: http://www.fundacaonatureza.org.br/noticia.php?id=198

O sentimento que a morte produz nos animais é semelhante a dor do luto


O luto é um sentimento profundo oriundo de uma perda importante na vida. Pessoas enlutadas experimentam traumas tanto físicos quanto emocionais, enquanto tentam adaptar suas vidas aos abalos trazidos pela perda. Há muito tempo os psicólogos reconheceram que o luto experimentado pelos proprietários de animais após a morte destes é o mesmo experimentado após a morte de uma pessoa. A morte de uma animal de estimação significa a perda de um amor incondicional. Esses sentimentos podem ser especialmente intensos nos idosos, nas crianças ou nos casais sem filhos. As crianças tendem a ficar enlutadas por um período mais curto, mas a sua dor não é menos intensa. Crianças, também, tendem a voltar ao assunto com mais frequência e, precisam ser encorajadas a falar livremente sobre o animal, oferecendo-lhe muito carinho e conforto.
Até os três anos, a única coisa que a criança entende é que o animal não estará lá mais com ela, mas não percebe que a morte é irreversível. A partir dos sete anos a criança já entende melhor o conceito da perda. Depois dos 12 anos, ela tem capacidade para entender e aceitar todo o processo da perda. É importante que seja esclarecido neste período de luto, que a morte faz parte do ciclo da vida, é algo natural que vai acontecer com todos os seres vivos. Não é aconselhável se apressar para dar outro animal. O ideal é que a criança consiga recordar as histórias do animal que perdeu, valorizando-o e não o vendo como objeto. Deixe que ela chore, não a force a sentir-se melhor. As crianças necessitam de mais tempo para compreender o que é morte. Deve-se falar sempre a verdade para a criança, evitando que ocorra traumas no futuro. A conscientização neste processo educativo deve enfocar, que assim como as listras das zebras são iguais as impressões digitais dos humanos, no caso dos cães, a impressão digital fica no focinho, provando desta forma, que cada animal é único e insubstituível.
A observação do ciclo de vida de um animal ajuda-nos a entender melhor as nossas próprias fases da vida. O luto é provavelmente a sensação mais confusa, frustrante e dolorosa que uma pessoa pode sentir. É ainda mais para proprietários de animais. A sociedade, em geral, não dá a essas pessoas “permissão” para demostrar a sua dor abertamente. Dessa forma, os proprietários frequentemente se sentem isolados e sozinhos.
A tristeza causada pela sua falta do animal de estimação aos idosos pode ocasionar inúmeras reações, surgindo sentimentos de culpa ou medo. Não existe mais para o proprietário aquele ser especial que lhe oferecia amor e proteção. A pessoa enlutada se sente extremamente triste, desesperançada, inútil e cansada. Muitos adquiriram seu animal para combater a solidão, pois muitos são viúvos, divorciados e não possuem parentes e, viviam felizes na companhia deste amigo inseparável. Após a morte do animal, é preciso que seja encontrado um novo estímulo, para que a pessoa continue se exercitando e cuidando da higiene da casa. A adoção de um novo animal é uma boa opção para restabelecer o equilíbrio emocional.
Os animais, também, criam laços muito fortes entre eles. Na verdade, animais que perderam um companheiro podem exibir vários sintomas idênticos aos experimentados pelo proprietário enlutado. O animal sobrevivente pode ficar inquieto, ansioso e deprimido. Ele pode suspirar com frequência, e ter dificuldade para comer e dormir. É comum que os animais procurem por seus companheiros mortos e exijam mais atenção dos seus donos. Mesmo animais que parecem ter dificuldade para se relacionarem podem exibir fortes sinais de estresse quando morre o outro animal da casa.
Na Tanzânia, primatologistas estudando o comportamento de chimpanzés registraram a morte de Flo, de 50 anos, a matriarca de um grupo. Durante todo o dia seguinte, o filho de Flo, Flint, sentou-se ao lado do corpo sem vida da mãe, ocasionalmente pegando sua mão e chorando. Nas semanas seguintes, Flint tornou-se crescentemente alheio, afastando-se do grupo – a despeito dos esforços de seus parentes para levá-lo de volta – e recusando comida. Três semanas após a morte de Flo, o outrora jovem e saudável chimpanzé também estava morto. A primatologista Jane Goodall, que assistiu a Flint morrer de fome após a morte da mãe, não tem dúvida: ele morreu de tristeza. Mas pode um macaco manifestar sentimentos que nós, antropocentricamente, associamos apenas a nós mesmos? É isso que propõe o livro: “The smile of a dolphin” (O sorriso de um golfinho), editado por Marc Bekoff, biólogo da Universidade do Colorado. No volume, 50 pesquisadores do comportamento animal – não só de chimpanzés e golfinhos, mas também de cães e pássaros – dizem que sim, nossos companheiros de reino podem sentir tristeza (luto), afeto, amor, alegria e prazer. Trata-se de uma virada e tanto no modo de os cientistas encararem essa questão, isto é, não se exige mais que isso seja respaldado por gráficos ou tabelas. “Eu nem mesmo posso provar que outro ser humano está se sentindo feliz ou triste. Mas eu posso deduzir como eles estão se sentindo a partir da linguagem do corpo e da expressão facial. Com uma vantagem: os animais não filtram ou dissimulam seus sentimentos como fazem os os seres humanos”, afirma Marc Bekoff. O biólogo espera que um maior entendimento do que os animais estão sentindo irá estimular regras mais rígidas sobre como eles devem ser tratados tanto em zoológicos e circos quanto em fazendas e residencias, o quanto eles sofrem ao serem maltratados.
Estudos sobre as reações à perda de um animal de estimação mostram como é forte o apego desenvolvido. Usando o modelo da teoria de apego (Bowlby, 1969, 1973, citado em Archer, 1996), Parkes (1986, citado em Archer, 1996) se referiu ao pesar de perder um animal de estimação como o custo de perder um grande amor. Há estudos que tendem para uma descrição mais qualitativa, mostrando paralelos entre o luto seguido da morte de um humano e da morte de um animal de estimação. Stewart (1983, citado por Archer, 1996) relatou que uma minoria de sua amostra (18%) ficou tão perturbada que foi incapaz de continuar com sua rotina normal, e um terço descreveu si mesmos como muito angustiados. Dunn e colaboradores (1992, citado por Archer, 1996) estudaram uma amostra de aproximadamente 1.000 donos de animais de estimação aflitos nos Estados Unidos e encontrou que o luto foi breve, porém intenso. Tristeza ainda era aparente em metade da amostra um mês após a perda, e choro e culpa em aproximadamente um quarto dos pesquisados.
Depoimentos que envolvem a morte dos animais:
Reverendo McSweeney. – Arquidiocese Católica de Nova York
O catolicismo tem certeza da vida após a morte dos seres humanos, mas não temos idéia sobre o que acontece com os animais. Jesus disse: – “Toda a criação se renovará no paraíso”. Para os proprietários de animais de estimação, eu diria que as palavras de Cristo podem significar que existe a possibilidade de que, quando isto acontecer, quando toda a criação for reunida num outro mundo, eles encontrem seus animais, pois o paraíso não deverá ser um lugar sem plantas nem animais. O céu foi feito para o ser humano. A razão para os cães irem para o céu não é por nós, nem por eles. Talvez, isto sim, pelo nosso relacionamento com eles. Eu diria que o Deus do amor deseja que sejamos felizes e nos permitirá ter conosco, os animais que partilharam de nosso amor.
Rabino G. Winkler – Novo México
O livro dos provérbios diz: “As pessoas piedosas conhecem as almas de seus animais” – o que significa que uma pessoa estudiosa, evoluída, tem ligação com o espírito do seu animal de estimação. Vários ensinamentos do Talmud falam de animais que pertencem a rabinos da antigüidade. O céu é chamado de “Jardim do Éden” e todas as criaturas são vistas celestialmente. O Pai Supremo, abençoado seja seu nome, não priva nenhuma de suas criaturas do prêmio celeste. Baseado em como viveram neste mundo, todos os animais receberão recompensa no mundo que está por vir. Existe um paralelo entre o pensamento católico e judaico, onde prevalece o pensamento de que os animais foram feitos para nós. Não foram. Eles são imbuídos de espírito, alma e têm escolhas. Todas as criaturas têm algo para nos ensinar. Eles têm seu próprio conhecimento.
Reverendo A. Linzey. – Fundação de Pesquisas para o Bem Estar Animal.- Prof. de Teologia da Universidade de OxfordPara mim é perfeitamente óbvio e teologicamente essencial que os animais vão para o céu. Na verdade, a única e importante pergunta teológica é saber se o ser humano vai para o céu. Afinal, nenhum animal peca, nenhum é sem fé ou violento como nós, seres humanos. Os animais são criaturas inocentes que sofrem por erros que não são deles. O Deus justo certamente dará a redenção e libertará de sofrimentos os animais, e dará a eles um lugar no céu. A Bíblia se refere em várias passagens aos animais: “O cordeiro deitará com o leão”, “A alma de todas as coisa vivas está nas mãos de Deus”, “Todos os animais da floresta me pertencem”.
Allan Kardec – Trecho do Livro dos Espíritos
Pois que os animais possuem uma inteligência que lhes faculta certa liberdade de ação, haverá neles algum princípio independente da matéria? Será esse princípio uma alma semelhante à do homem? – E também uma alma, se quiserdes, dependendo isto do sentido que se der a esta palavra. É, porém, inferior à do homem. Há entre a alma dos animais e a do homem distância equivalente à que medeia entre a alma do homem e Deus.
Acredito que se os animais não tivessem alma, com certeza não seriam capazes de amar e de demonstrar seus sentimentos por nós de forma tão expressiva. Se não tivessem alma, não teriam inteligência, da qual há hoje em dia tantas provas científicas. Procurando alguma referência bíblica sobre humanos e animais, descobri esta passagem muito interessante em Eclesiastes. Acredito que este texto possa ajudar na sensibilização das pessoas em relação aos animais e a aparente semelhança da morte entre homens e animais: – “Eu também disse a mim mesmo: Como para os seres humanos, Deus testa-los para que eles possam ver que eles são como os animais. Certamente o destino dos seres humanos é semelhante à dos animais; o mesmo destino espera os dois: Como um morre, assim morre o outro. Todos têm o mesmo fôlego; os seres humanos não têm nenhuma vantagem sobre os animais”. (Eclesiastes 3-18,19)